Embora os exames radiológicos sejam extremamente valiosos no diagnóstico médico, a radiação ionizante utilizada pode trazer riscos à saúde se não for controlada corretamente. Os principais riscos envolvem:
Efeitos biológicos acumulativos com exposição prolongada
Danos celulares e alterações no DNA
Riscos ocupacionais para profissionais expostos diariamente
Por isso, medidas de proteção são aplicadas para que a dose de radiação recebida seja sempre a menor possível, sem comprometer a eficácia do exame.
A proteção radiológica se baseia em três princípios reconhecidos internacionalmente:
Todo exame que utiliza radiação deve ser clinicamente justificado, ou seja, realizado apenas quando os benefícios superarem os riscos para o paciente.
A sigla ALARA significa "As Low As Reasonably Achievable" (Tão Baixo Quanto Razoavelmente Alcançável). Isso quer dizer que a exposição à radiação deve ser mantida no menor nível possível, considerando fatores como qualidade da imagem e tipo de exame.
Há limites legais e técnicos estabelecidos para a dose de radiação que um profissional pode receber anualmente. Para pacientes, busca-se sempre a menor exposição necessária.
Durante exames de imagem, algumas ações básicas devem ser tomadas para proteger o paciente:
Uso de aventais de chumbo sobre órgãos sensíveis
Colares ou protetores de tireoide, especialmente em crianças
Redução da área irradiada com colimação adequada
Controle da dose com parâmetros ajustados conforme idade, peso e região examinada
Evitar exames desnecessários ou repetidos
Além disso, grávidas devem ser avaliadas com cuidado, evitando-se exames com radiação sempre que possível.
Os profissionais da saúde que atuam em radiologia estão sujeitos à exposição ocupacional e, por isso, precisam de proteção contínua:
Uso obrigatório de EPIs: avental de chumbo, protetor de tireoide, luvas e óculos
Barreiras físicas: paredes com blindagem, biombos plumbíferos e cabines de comando
Dosímetros individuais para monitoramento da dose recebida
Treinamentos periódicos em radioproteção
Distância adequada do aparelho durante a exposição, quando possível
O controle rigoroso dessas práticas reduz significativamente o risco à saúde dos operadores.
O uso de materiais de proteção é fundamental. Os principais equipamentos utilizados são:
Aventais de chumbo
Protetores de tireoide
Óculos plumbíferos
Luvas de proteção
Biombos móveis ou fixos com chumbo
Dosímetros de radiação pessoal
Todos esses itens devem seguir normas da ANVISA e CNEN, e passar por inspeções e manutenção periódicas.
No Brasil, a proteção radiológica é regulamentada por órgãos como:
CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear)
ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
Ministério do Trabalho
As clínicas devem manter programas de radioproteção, com acompanhamento por um profissional responsável técnico e avaliações frequentes das condições de operação dos equipamentos.
A proteção radiológica é uma responsabilidade compartilhada entre gestores, profissionais e fornecedores de equipamentos. Quando bem aplicada, garante um ambiente seguro tanto para os pacientes quanto para os profissionais, mantendo a qualidade dos exames e protegendo a saúde de todos.
A Kon Tato oferece soluções completas em equipamentos radiológicos e acessórios de proteção, seguindo todas as normas técnicas exigidas. Nossa equipe está pronta para orientar sua clínica na implementação de um ambiente de trabalho seguro e eficiente.